Os Lusíadas: análise e características



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Os Lusíadas

"Os Lusíadas" era a obra que representava o Renascimento, pois falava a respeito do povo heroico português que foi desbravar o mar, que descobriu o novo continente (antropocentrismo e universalismo). O herói é o povo português (e não apenas os marinheiros). Os portugueses avançaram contra os mares desconhecidos, esmagaram as superstições dos monstros invisíveis que habitavam as águas e redesenharam o mundo.

A obra é uma "epopeia", ou seja, um poema "épico" de grandes proporções que narra o heroísmo e a bravura dos marinheiros portugueses que foram conquistar o mundo. Como o Renascimento busca fazer "renascer" a cultura da Antiguidade, a obra de Camões fez renascer a antiga mitologia grega (Apolo, Zeus, Artemis, Baco, etc...). Ou seja: além do antropocentrismo e do racionalismo, a volta dos seres mitológicos também era uma característica do Renascimento. Um exemplo é a pintura "O Nascimento de Vênus", a deusa do amor e da beleza. 

A característica da mitologia grega também aparece na obra de Camões. Vários deuses aparecem em "Os Lusíadas": Apolo, Baco, Neptuno, Júpiter, Vênus, entre outros. Há uma parte do poema onde Camões pede inspiração às "ninfas do rio Tejo" para poder escrever, outra evidência mitológica.  

Estrutura

De modo geral, o poema é dividido em cinco partes: 

1) Proposição: Camões mostra o assunto de seu poema, dizendo que vai escrever sobre uma viagem de Vasco da Gama às Índias, além de exaltar a glória do povo português em sua expansão pelo mundo, espalhando a fé cristã (a obra mistura mitologia com cristianismo). 

2) Invocação: Camões pede às Tágides (musas mitológicas que ficam no rio Tejo) inspiração para escrever. 

3) Dedicatória: Camões dedica o livro ao rei de Portugal, dedicando as linhas do canto 6 ao 17 só pra isso. Camões diz ao rei (dom Sebastião) que confia a continuação das glórias  e das conquistas do povo que estão sendo narradas no livro.

4) Narração: é o enredo em si.

5) Epílogo: Finalmente, Camões termina a sua obra com o epílogo. Nessa parte, o poeta fica triste ao observar a realidade, não vendo mais as glórias e as conquistas no futuro de seu povo.

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Edição: Peter Ensi.
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