Olavo Bilac: biografia resumida e principais obras

Leia, agora, a biografia resumida de Olavo Bilac e suas principais obras.


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Nome completo: Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
Nascimento: 16/12/1865 (Rio de Janeiro)
Morte: 28/12/1918 (Rio de Janeiro)

Resumo: Olavo Bilac foi um jornalista e poeta, tendo se tornado um dos principais nomes da poesia parnasiana (Parnasianismo). Também escreveu contos, crônicas, literatura infantil e livros escolares, além do Hino à Bandeira. Trabalhou como inspetor de ensino, foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras (cadeira de número 15), foi eleito "Príncipe dos Poetas" e recebeu o título de professor honorário da Universidade de São Paulo.

Filho de um veterano da Guerra do Paraguai, Olavo Bilac nasceu na época do Império, mas era nacionalista e republicano e participava ativamente na política (por meio do jornalismo) e também nos movimentos cívicos e sociais, tanto que fundou a Liga da Defesa Nacional (uma associação cívica e cultural que existe até hoje) e liderou o movimento pelo alistamento militar obrigatório. 

Primeiros passos na Literatura


Nasceu em 16 de dezembro de 1865, no Rio de Janeiro. Em 1880, ingressou na faculdade de Medicina, mas desistiu no 4ª ano. Depois ingressou na de Direito, mas saiu no 1ª ano. Por fim, resolveu se dedicar ao jornalismo e à literatura. 

Publicou suas primeiras poesias em 1883, na Gazeta Acadêmica. A partir de então, passou a escrever para vários jornais, como o Diário de Notícias e também para a Gazeta de Notícias, onde substituiu Machado de Assis e trabalhou por muitos anos. Em 1888 publicou Poesias, o seu primeiro livro e, com ele, consagrou-se como poeta parnasiano.

Hino à Bandeira, Prisão e Academia Brasileira de Letras


No ano seguinte, em 1889 (ano da Proclamação da República), Olavo Bilac escreveu a letra do Hino à Bandeira. Depois foi perseguido e acabou sendo preso (durante quatro meses) por usar o jornalismo para fazer oposição ao marechal Floriano Peixoto (o "Marechal de Ferro"), que era o presidente do Brasil na época. Acabou se exilando em Ouro Preto, onde escreveu o poema épico "O Caçador de Esmeraldas", que celebrava os feitos do bandeirante Fernão Dias. Em 1897, ajudou a fundar a Academia Brasileira de Letras.

Príncipe dos Poetas


Juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, Olavo Bilac foi eleito "Príncipe dos Poetas" num concurso realizado pela revista Fon-Fon (o trio de poetas era chamado de "Tríade Parnasiana").

Bilac tornou-se um dos poetas mais populares e consagrados do Parnasianismo. Como poeta parnasiano, era hábil na versificação e na métrica, sempre buscando a perfeição estética e sendo rígido na forma e na linguagem, dando preferência aos sonetos. Os temas mais recorrentes de sua poesia eram a beleza feminina e questões relacionadas à pátria e ao nacionalismo.

Olavo Bilac não teve filhos nem se casou. Foi noivo de Amélia de Oliveira, mas o noivado foi desfeito por causa do irmão dela (que não gostava de Bilac).

Morreu aos 53 anos de idade, no Rio de Janeiro, em 28 de dezembro de 1918.


Obras de Olavo Bilac


1888: "Poesias", "Via Láctea", "Sarças de Fogo"
1894: "Crônicas e Novelas"
1902: "O Caçador de Esmeraldas", "As Viagens", "Alma Inquieta"
1904: "Poesias Infantis", "Crítica e Fantasia"
1905: "Tratado de Versificação"
1906: "Conferências Literárias"
1916: "Ironia e Piedade"
1917: "A Defesa Nacional"
1919: "Tarde"(livro póstumo)

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Edição: Peter Ensi.
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